Programa Escolhas adota novo modelo de ensino à distância

09-09-2014

No âmbito de uma parceria entre a Direção Geral de Educação, a Escola Fonseca Benevides e o Escolhas, o Programa vai lançar este ano letivo, nos territórios vulneráveis onde intervém, uma nova resposta educativa de ensino à distância.

Este novo modelo, destina-se a públicos que não encontram no ensino presencial uma resposta adequada às características de mobilidade da sua família, como o trabalho itinerante, contingências culturais, problemas de saúde, ou outros motivos a analisar individualmente.

Durante o ano letivo de 2014/15 este projeto piloto será implementado em vinte e um projetos do Escolhas, espalhados pelo território do continente e abrangerá sessenta alunos em duas turmas do 5º ano e uma do 7º ano, que terão uma carga horária semanal e uma matriz curricular semelhante aos alunos do ensino presencial.

A Escola Fonseca Benevides, sede nacional do ensino à distância, recebeu no dia 8 de setembro uma sessão de apresentação desta nova modalidade de ensino, destinada aos técnicos dos projetos do Escolhas que irão acolhe-la nesta primeira fase. O encontro, que foi aberto pelo Diretor da Escola, João Santos, contou também com a presença do Alto Comissário para as Migrações e Coordenador Nacional do Programa Escolhas, Pedro Calado e de Ana Maria Sepúlveda e Paulo André, representantes da Direção Geral de Educação.

Pedindo “um especial empenho e disponibilidade de todos”, para levar a bom porto esta nova oportunidade, Pedro Calado recordou que este novo passo vem na sequência de “um caminho que começou já há sete anos atrás, altura em que foi detetado um problema novo, para o qual eram necessárias novas respostas” que no entanto não puderam ser logo implementadas “por falta de enquadramento jurídico”. Uma situação que ficou resolvida recentemente através da regulamentação feita pela portaria nº 85/2014 de 15 de abril, que permitiu desbloquear esta nova resposta.

Para Ana Maria Sepúlveda da Direção de Serviços de Desenvolvimento Curricular da DGE, estamos “perante um relançamento do ensino à distância” que inaugura uma nova fase, “depois de este ter passado por tempos difíceis”. Relativamente à colaboração com o Escolhas esta técnica sublinha que ela “fará toda a diferença por vir dar mais amplitude a esta modalidade, tornando-a mais abrangente e reforçada através da mediação que será feita pelos projetos, entre as famílias, a  comunidade e a escola, o que trará benefícios não apenas para a inclusão escolar, mas também para a inclusão social de todos os envolvidos.”

Paulo André, da Equipa de Projetos de Inclusão e Promoção do Sucesso Educativo da DGE, destaca “o importante contributo desta cooperação com o Escolhas”, que se espera, “venha a permitir que Portugal se aproxime mais das metas europeias relativas ao combate ao abandono escolar”.

 

 

 

 

 

Comentários

    Ainda não há comentários. Insere o teu comentário