Pobreza: Ano europeu arranca com o apelo à participação de toda a sociedade neste combate

08-02-2010
O Presidente da República, que não esteve presente mas deixou gravada uma declaração transmitida por vídeo, considerou que este é um "combate que merece ser travado" e que exige um "esforço permanente".

Lembrando o seu Roteiro para a Inclusão, realizado em Março de 2009, Cavaco Silva afirmou ter visto bons exemplos entre jovens que se dedicam ao voluntariado, ou junto de organizações não governamentais e instituições diversas que se "empenham num combate que é de todos".

O Presidente da República defendeu ainda que a inclusão é oferecer às pessoas a oportunidade de contribuírem para um país melhor, sendo fundamental que os mais desfavorecidos conquistem autonomia e se afirmem na sociedade.

A Ministra da Solidariedade, Helena André, é da mesma opinião, de que o combate à pobreza é "um combate que tem que mobilizar toda a sociedade". "Agentes económicos e sociais, organizações da sociedade civil e autarquias têm que estar envolvidos", afirmou, sublinhando a importância de as pessoas se mobilizarem.

Para o coordenador nacional do Ano em Portugal, Edmundo Martinho, as pessoas têm que se comprometer e responsabilizar para garantir que são aplicadas medidas que alterem a vida dessas pessoas. "Contamos com a mobilização do país para o combate à pobreza e exclusão social, porque pobreza é ficar indiferente", afirmou.

O responsável destacou ainda algumas das parcerias que estão em curso no âmbito deste ano, nomeadamente com o Inatel para a realização de curtas-metragens em bairros vulneráveis e em que os jovens dão a sua visão da pobreza, e com o Centro Cultural de Belém (CCB) para levar crianças e jovens a espectáculos musicais, que de outra forma não teriam oportunidade de ver.

[Agência Lusa]

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